segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

VELEIDADES

Há dias assim. Em que é preciso. Que os cristais escorreguem da estante. E os livros mofem na prateleira. Há dias. Em que é preciso. Que o juízo todo vire absurdo impensável. E certezas velhas virem idéias vagas. Dissolução de valores. Desarmamento de braços. De ombros. De ancas. Profusão de caleidoscópio. Entre ácido ócio vício e vértice. Sobre o cáustico e o caótico. Entre as pernas e as sobras. Sobre os olhos e a fresta. Há dias assim. Em que é preciso. Considerar o tamanho da alma na dimensão do alpendre.

6 comentários:

André Pessoa disse...

Verdade, Ester Liu. Há dias que a gente tem que tomar uma cerveja pra desentalar as calúnias que cicatrizam o silêncio.

£zterliu disse...

Pois é... cerveja é bom pra essas coisas (também).

Jura Arruda disse...

Alma que se limita ao alpendre, morre pequena, vendo de fora a vida que lhe passa... Ficou lindo, mo bem! E parabéns à Mery também. Beijo

£zterliu disse...

Fico grata, Jura... bom receber um comentário seu (de público)

Music, Body, and Desire in Medieval Culture disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Laila Rosa disse...

Há dias, simplesmente, querida...e o mais delicioso e poético é vivê-los cada dia, como água nova molhando nossos pés "clariceando" a gente de forma única, cada dia...lindo e vivo!